"Crímenes Ejemplares"

 

"Era tan feo el pobre, que cada vez que me lo encontraba, parecía un insulto. Todo tiene un limite."

"Estábamos en el borde de la acera, esperando el paso. Los automóviles se seguían a toda marcha,
el uno tras del otro, pegados por sus luces. No tuve más que empujar un poquito.
Llevábamos doce años de casados. No valia nada."

Estas são algumas das justificativas do escritor espanhol Max Aub (1903 - 1972 ) para cometer seus "Crímenes Ejemplares" que por sua vez originaram os "crimes" visuais de 31 artistas gráficos espanhois reunidos na exposição que entra em cartaz no Museu do Trabalho dia 22 de maio.

O projeto, que engloba a reedição ilustrada do livro e uma mostra, tem curadoria de Vicente Ferrer, diretor da editora valenciana Media Vaca. A convite da Fundação Max Aub, Ferrer convocou 31 artistas hispanos, por origem ou adoção, a fazerem inspirados nos contos de Aub uma serigrafia em duas cores: Vermelho (sangue) e preto (morte). As obras estiveram expostas no Museo Nacional de Estampa na Cidade do México.
Os ilustradores que integram a exposição tem idade entre 27 e 74 anos, e nos mostram de maneira muito representativa um panorama das artes gráficas na Espanha, destacando a versatilidade do grupo, que trabalham em vários meios: imprensa, historias em quadrinhos, animação, desenho gráfico, publicidade, etc. A maior parte deles premiados em salões. Alguns já haviam trabalhado anteriormente em outros livros da editora Media Vaca, especializada em livros ilustrados e contando com diversos prêmios de instituições dedicadas ao livro infanto-juvenil na Itália, Alemanha e Espanha.
"No hay tantos crímenez como dicen, aunque sobram razones para cometerlos. Pero el hombre -como se sabe- es bueno. Por ser natural y no se atreve a tanto. De las reacciones de los más difuntos nada digo, por ignorancia. Me bastaron -como autor- las de sus asesinos." Assim certa vez Max Aub descreveu seu livro "Crímenes Ejemplares", que teve sua primeira versão lançada em 1957 na Cidade do México. Depois foi editado na França, Italia e Espanha, conquistando em 1981 o Grand Prix de L'Humour

Noir.Max Aub Mohrenwitz nasceu em Paris, filho de pai alemão e mãe francesa, naturalizou-se espanhol e conviveu com Juan Miró, Vicente Aleixandre e Rafael Alberti. Passou por campos de concentração na França e foi para o México em 1942. Ativista político, dramaturgo e editor, foi figura importante na cinematografia mexicana nos anos 50. Em 68 teve permissão para voltar a Espanha. Faleceu no México em 1972.

Ilustram os contos de Aub para esta mostra os desenhistas: AJubel, Alfredo, Arnal Ballester, Asun Balzola, Miguel Calatayud, Mariana Chiesa, Chumy Chúmez, El Roto, César Fernández Arias, Miguel Gallardo, Paco Giménez, Artur Heras, Alejandra Hidalgo, Isidro Ferrer, Isol, Ana Juan, Sean Mackaoui, Max, Micharmut, Pep Montserrat, Eduardo Muñoz, Bachs, Javier Olivares, Carlos Ortin, Javier Pagola, Raúl, Gabriela Rubio, Sergio Sanz, Santiago Sequeiros, Silvestre, J. E. Urrutia Capó e Fernando Vicente.

Serviço:

Exposição: Crímenes Ejemplares
Serigrafias de 31 desenhistas espanhois que ilustram textos do escritor Max Aub.
Periodo: 22 de maio a 7 de julho de 2019
Horário: terça a sábado das 13h30 às 18h30. Domingos e feriados das 14h às 18h30.
Local: Museu do Trabalho.
Endereço: Rua dos Andradas, 230. Porto Alegre.
Fone: (51) 3227 5196

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