Fundado em 7 de dezembro de 1982, o Museu do Trabalho fazia parte de um amplo projeto de preservação e restauração da antiga Usina do Gasômetro, então abandonada pela Eletrobrás.
Com o objetivo de evitar a demolição do prédio, um grupo de estudantes e professores da PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do RGS, liderados pelo sociólogo Marcos Flávio Soares, iniciou um amplo debate público sobre o destino da Usina. Graças a esta ação em 1983 o prédio foi tombado como Patrimonio Histórico do Estado.
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O projeto inicial de ocupação da Usina do Gasômetro não
pôde ser implantado e o Museu do Trabalho ficou instalado na sua sede provisória,
nos galpões situados no início da Rua da Praia, de propriedade
da Marinha do Brasil, onde está
até hoje.
Apesar disto o museu seguiu estruturando-se e em 1986 já contava com um numeroso acervo de máquinas, instrumentos, filmes, fotos e documentos referentes ao trabalho e à sua história social.
Com uma sede e um acervo constituído, o museu, que não recebe verbas públicas por tratar-se de uma entidade civil, buscou mecanismos que gerassem recursos próprios para sua manutenção e crescimento. Começa então a nascer um novo espaço cultural para a cidade.
Em 1987 em um dos galpões anexos ao museu, montou-se o Teatro do Museu do Trabalho. Sua primeira experiência de sucesso foi com a Cia. Teatro Novo, de Ronald Radde, parceria que durou 10 anos.
Nos outros galpões, houve o remanejo da exposição de máquinas e instrumentos de trabalho para a implantação de um atelier de artes plásticas, específicamente as gráficas. E em 1987 alguns artistas, entre eles Danúbio Gonçalves, deram início ao que viria ser um dos mais amplos e completos ateliers de gravura do estado.
No mesmo periodo o Museu do Trabalho inaugurou uma sala de exposições. Espaço que em seus 19 anos de existência já promoveu cerca de 200 mostras, entre exposições individuais e coletivas de artistas locais, brasileiros e internacionais.
No ano 2004 mais uma parceria de sucesso veio juntar-se ao espaço do Museu do Trabalho, a Cia. de Dança Terpsí de Carlota Albuquerque. O grupo ocupa desde então a sala anexa ao teatro, promovendo cursos, seminários e atividades ligadas à dança, à música e ao teatro.
O Museu do Trabalho mantem-se com verbas oriundas de suas atividades culturais como espetáculos no teatro, os cursos de artes plásticas e os consórcios de gravuras e esculturas. Este fato ressalta a importância da participação direta da comunidade junto ao museu e garante sua sustentabilidade.
Nestes 25 anos de atividades ininterruptas, apesar das dificuldades, o Museu do Trabalho não apenas solidificou-se como criou uma identidade própria de espaço alternativo, independente e ativo, hoje em dia importante para o cenário cultural porto-alegrense.